Quem Somos..

Nosso blog terá as principais informações sobre a juventude brasileira, notícias, informações e opiniões diversas sobre determinados assuntos. O nosso objetivo é criar um espaço destinado aos jovens onde possam expressar suas opinões sem sensura e também onde possam fiquar bem informados!!!

O que é ser jovem nos dias atuais?


A juventude é algo que se almeja ao longo do crescimento. A criança sonha em ser “grande” para poder fazer coisas simples impostas a elas como não sendo adequadas (beber água gelada, atravessar a rua sozinha), o adolescente já encara a maior idade como independência total (sair sem dar satisfação, fazer o que bem entender, etc.)

A mídia divulga juventude como um padrão de beleza, porém, ela vai além dessas superficialidades.

Tornar-se adulto é tomar decisões em horas difíceis sem a dúvida se está ou não fazendo o que é certo. E, caso ela aja, saber estabelecer sentido e equilíbrio para que escolha a mais acertada pois ela irá repercutir no amanhã.

É comum vermos jovens comprometendo-se cada vez mais cedo em relacionamentos amorosos, tornando-se assim, fruto de algo instituído pela mídia, porém não amadurecem para tais relacionamentos pois têm a responsabilidade de formar o caráter em alguém, dar exemplos e manter uma outra pessoa. Então surge uma série de indagações, já que ainda nem tem definidos objetivos: O que ser, para que veio ao mundo e qual a melhor atitude a ser tomada, sem falar nas amizades que tendem a outro lado o “embalizmo” (Por que devo ser diferente se todos fazem isso? Ninguém vai se interessar por mim se eu não fizer isso!).

Mas o que é realmente ser jovem?

É poder aproveitar a vida nos mínimos detalhes ou é poder no futuro saber que você foi alguém importante, olhar para traz e ter boas lembranças dos tempos em que era feliz e não sabia estabelecer e formar opinião, questionar e ser um exemplo a seguir, ou apenas ser mais um que estabeleceu um padrão de vida estruturado na mídia, onde a falta de oportunidade o impediu de ser alguém melhor.

Agora lhes pergunto:

O que você realmente é?

Um ser pensante, ou um “piolho”…

O que você deseja ser?

Alguém que estabeleceu sentido entre o viver ou alguém que viveu indo pelo que todo mundo faz e divulga ser legal?

Pense nisso.


Os desafios da juventude

O primeiro emprego, a gravidez precoce, a qualificação profissional, a questão ambiental e o acesso à educação, cultura e lazer são as principais preocupações dos jovens brasileiros.


Dados do IBGE apontam que, em 2006, os jovens brasileiros com idade entre 15 e 29 anos somavam 51,1 milhões de pessoas, o que então correspondia a 27,4% da população total. Este contingente deve chegar a 51,3 milhões em 2010. As projeções indicam, no entanto, que a partir daí a tendência de crescimento da população jovem deverá se reverter, havendo uma redução progressiva no número absoluto de jovens no Brasil, que chegará a 2050 em torno de 49,5 milhões.

Como se sabe, um setor que é fundamental para esta parcela da população é a educação. No caso dos jovens, o analfabetismo é tanto maior quanto mais elevada é a faixa etária. O percentual de analfabetos entre os brasileiros de 15 a 19 anos é de 2,3%. Já para o intervalo de 25 a 29 anos, o dado aumenta: 4,8%. Segundo dados reunidos num estudo do IPEA, 68,3% dos jovens entre 18 e 24 anos não freqüentam a escola. Só que apenas 6,2% desses brasileiros terminaram o ensino fundamental.

Mas a violência é, talvez, o maior dos problemas. Segundo dados do SUS, as mortes por homicídios entre os brasileiros de 15 a 29 anos passaram da média anual de 27.496 no período 1999-2001 para 28.273 no período 2003-2005, sendo responsáveis por 37,8% de todas as mortes nesta faixa etária. No que se refere aos acidentes de trânsito – responsáveis pelo segundo maior número de mortes entre os jovens brasileiros –, os dados do Denatran informam que, em 2006, os jovens com idade entre 18 e 29 anos representaram 26,5% das vítimas fatais (contra 40,9% para o grupo de 30 a 59 anos) e 36,9% das vítimas não fatais (contra 32,4% para o grupo de 30 e 59 anos) de acidentes de trânsito no país.

Em Alagoas, os dados impressionam. De 2002 a 2006, 48% dos homicídios cometidos em Maceió foram contra jovens de 15 a 24 anos. De acordo com pesquisa do sociólogo Júlio Jacobo, de 2002 a 2006, 3.109 homicídios foram registrados na capital alagoana. E, desses, 1.492 foram contra jovens na faixa etária de 15 a 24 anos. Ainda segundo o estudo, somente em 2006 foram registrados 687 homicídios em Alagoas. Desse total, 493 foram de jovens nessa faixa etária, o que corresponde a 71,8% do total de assassinatos. Neste ano, o número de homicídios já está em 470 e, em 2007, foram 2.170 pessoas assassinadas.


Na verdade, as deficiências na educação e a violência se associam ao terceiro maior problema da juventude, que é o desemprego. Estudo da economista Roberta Guimarães mostra que a falta do emprego e a ociosidade, fora da escola e sem trabalho, estão intimamente ligados ao aumento de assassinatos na faixa etária mais produtiva: a cada 1% de aumento na taxa de desocupação da população jovem, há alta de 0,5% na taxa de homicídios na mesma faixa etária. A ociosidade tem um efeito ainda mais direto: se cresce em 1%, as mortes violentas acompanham.


O resultado da pesquisa ficou pronto exatamente quando a economia mundial sofre um solavanco histórico e, no Brasil, a taxa de desemprego entre jovens de 16 a 24 anos subiu de 17,9% em janeiro para 21,1% em março, na maior alta entre os grupos etários, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE.


Estamos vendo jovens serem assassinados e entrando na prostituição para manterem o vício da droga. É preciso que a Polícia Federal se una nesta corrente, juntando-se às polícias Civil, Militar e Ministério Público, para evitar que esse mal se alastre cada vez mais.
Já fui Ministro da Justiça e entendo bem essa situação que parece estar incontrolável. Precisamos da ação de uma força-tarefa, englobando toda polícia e a sociedade para essa terrível luta que é a de combater o tráfico. As drogas estão sendo encontradas em todas as camadas da sociedade alagoana e não é só nas áreas periféricas. Tenho acompanhado também os noticiários de nossa terra e sei perfeitamente o quanto a polícia vem trabalhando, porque todos os dias são realizadas apreensão de drogas e de armas.


Uma das maiores conquistas da sociedade, que teve minha modesta participação, foi o artigo que permitiu aos menores de 18 anos e maiores de 16 o direito ao voto facultativo. Para mim, que fui líder estudantil nos tempos da universidade, o jovem tem um papel fundamental na política e muito a ensinar aos mais velhos. Naquela época da Constituinte, apoiamos também outra lei importante: o Estatuto da Criança e do Adolescente, que protegeu o futuro do Brasil.


Portanto, é necessário construir um novo repertório de ações e instrumentos para levar a cabo uma política de promoção dos direitos da juventude efetivamente conectada com o seu tempo. O jovem brasileiro hoje precisa, sim, de uma escola que estimule o desenvolvimento de suas habilidades de modo a permitir sua inserção autônoma e com segurança nos vários espaços da vida social – o trabalho, a vida comunitária, a cena política, a cidadania.


Cuidar de nosso futuro é também uma obrigação. Nossas crianças precisam ir para a escola, ter o direito de brincar, de praticar esportes. A educação é a base de tudo. Sem ela, não teremos um País desenvolvido porque faltará conhecimento e qualificação.

terça-feira, 23 de março de 2010

Jovens brasileiros se dedicam mais a abrir um negócio

Uma pesquisa feita em 43 países mostra que, no Brasil, quase quatro milhões de jovens decidiram abrir o próprio negócio nos últimos três anos. O país ficou em 3º lugar na lista de participação jovem.

O resultado de uma pesquisa internacional mostrou o crescimento impressionante do número de jovens brasileiros que decidiram abrir o próprio negócio e se tornaram empreendedores.

Não foi por falta de trabalho que Jefferson Coppola abriu uma oficina. O rapaz, de 23 anos, tinha dois empregos, mas preferiu ser patrão.

“Eu sabia que eu tinha capacidade e ia dar mais dinheiro para mim”, ele afirma.

Uma pesquisa feita em 43 países mostra que, no Brasil, quase quatro milhões de jovens decidiram abrir o próprio negócio nos últimos três anos. Ao todo, 25% dos novos empreendedores brasileiros têm entre 18 e 24 anos, o que coloca o Brasil em terceiro no ranking de participação jovem, atrás do Irã e da Jamaica.

“Os nossos jovens estão procurando, no empreendedorismo, a forma de conseguir a subsistência, a criar empresas e possibilitar rendas para o país e, para eles mesmos. É uma coisa muito bacana esses dados que nós conseguimos extrair dessa pesquisa”, afirma Paulo Okamoto, presidente do Sebrae.

De acordo com a pesquisa, existem dois tipos de empreendedores. Um é aquele que decide abrir a própria empresa por necessidade, porque não consegue um bom emprego. O outro é o que enxerga a oportunidade de um bom negócio. Tem mais renda, mais escolaridade e melhores condições de administrar. É justamente este o perfil da maioria dos jovens empreendedores brasileiros.

De cada três, um virou patrão por necessidade e dois por oportunidade. Fábio Paulino da Costa é jornalista e estudou marketing. Maíra Preto, fotógrafa, está fazendo especialização em foto e vídeo. Tudo para ajudar na produtora que eles abriram para filmar casamentos. Os dois não têm do que reclamar.

“Tem essa diferença do salário, do seu lucro, que você tem um lucro de quatro a cinco vezes maior que a gente tinha anteriormente”, destaca Maíra.

“A lógica é que o emprego conte muito, mas a liberdade que a gente tem para trabalhar é maior. Tem essa vantagem também”, acrescenta Fábio.

O levantamento só levou em conta o mercado formal de trabalho. Segundo os pesquisadores, em países como o Irã e a Jamaica, a pouca oferta de emprego é o que motiva a maioria dos jovens empreendedores.

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