Uma pesquisa feita em 43 países mostra que, no Brasil, quase quatro milhões de jovens decidiram abrir o próprio negócio nos últimos três anos. O país ficou em 3º lugar na lista de participação jovem.
O resultado de uma pesquisa internacional mostrou o crescimento impressionante do número de jovens brasileiros que decidiram abrir o próprio negócio e se tornaram empreendedores.
Não foi por falta de trabalho que Jefferson Coppola abriu uma oficina. O rapaz, de 23 anos, tinha dois empregos, mas preferiu ser patrão.
“Eu sabia que eu tinha capacidade e ia dar mais dinheiro para mim”, ele afirma.
Uma pesquisa feita em 43 países mostra que, no Brasil, quase quatro milhões de jovens decidiram abrir o próprio negócio nos últimos três anos. Ao todo, 25% dos novos empreendedores brasileiros têm entre 18 e 24 anos, o que coloca o Brasil em terceiro no ranking de participação jovem, atrás do Irã e da Jamaica.
“Os nossos jovens estão procurando, no empreendedorismo, a forma de conseguir a subsistência, a criar empresas e possibilitar rendas para o país e, para eles mesmos. É uma coisa muito bacana esses dados que nós conseguimos extrair dessa pesquisa”, afirma Paulo Okamoto, presidente do Sebrae.
De acordo com a pesquisa, existem dois tipos de empreendedores. Um é aquele que decide abrir a própria empresa por necessidade, porque não consegue um bom emprego. O outro é o que enxerga a oportunidade de um bom negócio. Tem mais renda, mais escolaridade e melhores condições de administrar. É justamente este o perfil da maioria dos jovens empreendedores brasileiros.
De cada três, um virou patrão por necessidade e dois por oportunidade. Fábio Paulino da Costa é jornalista e estudou marketing. Maíra Preto, fotógrafa, está fazendo especialização em foto e vídeo. Tudo para ajudar na produtora que eles abriram para filmar casamentos. Os dois não têm do que reclamar.
“Tem essa diferença do salário, do seu lucro, que você tem um lucro de quatro a cinco vezes maior que a gente tinha anteriormente”, destaca Maíra.
“A lógica é que o emprego conte muito, mas a liberdade que a gente tem para trabalhar é maior. Tem essa vantagem também”, acrescenta Fábio.
O levantamento só levou em conta o mercado formal de trabalho. Segundo os pesquisadores, em países como o Irã e a Jamaica, a pouca oferta de emprego é o que motiva a maioria dos jovens empreendedores.
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